sexta-feira, 31 de outubro de 2008

albatroz

albatroz



Espécie grande com a envergadura de aproximadamente 2,5 m. Os adultos são brancos com as asas negras e possuem um característico bico alaranjado com a ponta avermelhada. Há uma faixa negra marcante sobre os olhos em forma de sobrancelha. Os jovens deixam o ninho com a parte dorsal do pescoço acinzentada e o bico cinza-escuro com a ponta negra. Esse é o albatroz mais comum na costa do Brasil e é também o mais capturado, no entanto sua ocorrência não é tão comum ao norte dos 20° de latitude sul.
T. melanophris (adulto)
T. melanophris (jovem)
Albatroz-de-nariz-amarelo-do-Atlântico - Thalassarche chlororhynchos Sua envergadura pode alcançar 2 m. A característica principal da espécie é a faixa amarela ao longo da região dorsal da maxila nos adultos, nos juvenis não é evidente. A cabeça e o pescoço são acinzentados, sendo mais claro no vértice. Os machos aparentam ser maiores que as fêmeas. A espécie parece preferir águas mais quentes do que outros albatrozes. É comum no sudeste e sul do Brasil, mas também no nordeste onde há vários registros da espécie.Albatroz-errante - Diomedea exulansEspécie grande (até 3 m de envergadura). A plumagem nos juvenis é marrom escura (exceto a cabeça e a parte inferior das asas, que são brancas). Esta coloração torna-se branca progressivamente até a fase adulta. A região ventral clareia primeiro e aos poucos a parte dorsal das asas vai gradativamente tornando-se clara, no sentido do centro para as pontas das asas. Bico cor-de-rosa claro, assim como as patas. O Albatroz-de-Tristão, D. dabbenena é uma espécie muito semelhante ao albatroz-errante na fase adulta (praticamente indistinguível quando observada no mar). Quando essas espécies forem avistadas e não for possível distingui-las, os registros devem ser feitos como Diomedea sp., fazendo-se a observação na planilha de que se trata ou de D. exulans ou de D. dabbenena.
D. exulans (juvenil)
D. exulans (adulto)
Albatroz-real-do-sul - Diomedea epomophoraEspécie grande (envergadura de 3 m). A plumagem do adulto e do juvenil são semelhantes áquela de D. exulans adulto, no entanto os juvenis apresentam a ponta da cauda e as penas das asas superiores pretas. Bico e patas cor-de-rosa. Sua característica diagnóstica que o separa de D. exulans é que margem inferior da maxila é preta e parece uma linha longitudinal escura no lado do bico (seta). Entretanto, D. sanfordi (Albatroz-real-do-norte) também apresenta essa característica, porém a região dorsal das asas é inteiramente negra, em todos os estágios de desenvolvimento, ao contrário de D. epomophora, que as asas vão clareando gradativamente nos adultos.
A
B
C
D. epomophora (A e B) - note o padrão de coloração das asas que vai escurecendo gradativamente, ao contrário de D. sanfordi (C) em que as asas são totalmente pretas. Pardela-de-Trindade - Pterodroma arminjonianaPetrel de tamanho médio, sem dimorfismo sexual evidente, com envergadura de até 104 cm. Apresenta grande polimorfismo de plumagem, com tons claros (raros), escuros (comuns) e intermediários, o que já trouxe dúvidas quanto ao número de espécies que existiriam na ilha da Trindade.Acredita-se que a espécie interage com a frota arrendada do nordeste quando pescam na região da Trindade. Qualquer indício de captura ou avistagem dessa espécie é de suma importância para que se possa compreender melhor a distribuição dessa espécie no mar. Padrão de coloração da pardela-de- Trindade Pterodroma arminjoniana.Pardela-preta - Procellaria aequinoctialisEspécie de tamanho médio (envergadura de 1,3-1,4m). Plumagem de coloração marrom-escura uniforme, bico claro e uma mancha branca no "queixo", que às vezes é mais visível e outras praticamente inexistentes. Patas negras e bico claro com manchas pretas (detalhe na foto).Pardela-de-óculos - Procellaria conspicillata Um pouco menor que P. aequinoctialis, distinguindo-se pela máscara facial branca, que apresenta formato e extensão variáveis. Tem boa capacidade de mergulho, submergindo pelo menos até 6 m para obter descartes de espinheleiros.Petrel-gigante - Macronectes giganteus Espécie grande (envergadura de 2 m). Juvenis com plumagem uniformemente marrom-escuro. Adultos possuem o lado inferior cinza pardacento e as partes superiores mais pálidas. Bico grande e robusto, de cor amarelo pálido. O tubo nasal muito comprido. Petrel-prateado - Fulmarus gracialoides Ave de tamanho médio (até 1,2 m). Região dorsal predominantemente cinza-clara e região ventral branca. Bico cor-de-rosa com ponta preta azulada e tubos nasais azul claro. Patas cor-de-rosa com lado externo do tarso e o dedo acinzentado.Fura-bucho-de-capuz - Pterodroma incerta Ave de tamanho médio. Região dorsal do corpo marrom pardo, sendo mais escuro nas asas e cauda. Queixo e garganta cinza-claro e região ventral branca. Bico preto e patas amarelo-claro, com o dedo externo e as pontas dos outros dedos e das membranas marrom-escuro.Fura-bucho-de-coroa - Pterodroma mollis Ave de tamanho médio. Plumagem dorsal preto acinzentado, com cauda cinza-escura. Região lateral e ventral do corpo branca. Um distinto colar cinza-escuro destaca-se no lado ventral e lateral do pescoço. Bico preto, assim como a área ao redor dos olhos na ave. Região dorsal das asas também é escura. É facilmente distinguível de P. incerta, pois apresenta ventralmente a cauda branca. Alma-de-mestre - Oceanites oceanicus Ave de tamanho pequeno e plumagem predominante preta, com uma parte branca sobre a região dorsal e lateral da base da cauda e uma banda parda amarronzada sobre o lado dorsal da asa. As patas são longas e pretas, com a metade basal das membranas interdigitais de cor amarela. Bico preto.Pomba-do-cabo - Daption capensis Petrel de tamanho médio. Região dorsal e lateral da cabeça, nuca e pescoço são pretos e plumagem com coloração preta e branca (em forma de xadrez). A região ventral predominantemente branca, com bordas pretas nas asas e na cauda. Bico e patas pretos e íris marrom.Petrel-pequeno - Puffinus puffinus Ave pequena (80 cm de envergadura) e delgada. Bico fino e negro. O ventre é quase todo branco, o dorso muito escuro e a cabeça quase negra, com exceção da garganta e das faces abaixo dos olhos. Voam em grupos. Migrante do H. Norte. Pardela-de-sobre-branco - Puffinus gravis Envergadura de cerca de 1 m. Coloração marrom-acinzentada na região dorsal, exceto na base branca da cauda em forma de meia lua e o colar na área do pescoço. A região ventral é branca com exceção de uma mancha marrom-escura no abdômen e do bordo das asas. Migra para o Hemisfério Norte e a região nordeste é área de passagem e alimentação. Petrel-de-bico-amarelo - Calonectris diomedea O bico é amarelo e o dorso é cinzento acastanhado. A parte ventral do corpo é branca, à exceção do bordo exterior das asas e cauda que é cinzento acastanhado como o dorso. A envergadura varia entre 100 e 125 cm Os vôos são rasantes à água, normalmente oscilantes e com poucos batimentos de asas. Ocorre na região nordeste e comumente segue embarcações de pesca. Petrel-das-tormentas-de-ventre-negro - Fregetta tropica Ave de tamanho pequeno. Cabeça preta com queixo branco. Região dorsal com corpo preta, com uma faixa branca entre o corpo e as penas da cauda. As patas quando esticadas estende-se além da cauda. Petrel-das-tormentas-de-ventre-branco - Fregetta grallaria Semelhante a F. tropica, no entanto de tamanho menor. Difere da espécie acima, pois apresenta o queixo preto e o ventre é totalmente branco. Gaivota-rapineira - Stercorarius pomarinus Maior espécie do gênero Sterncorario. Apresenta coloração marrom-escura, bico e pernas escuras. Sua característica diagnóstica é ausência de prolongamento de penas na região caudal da ave. Gaivota-rapineira - Stercorarius parasiticus Espécie de tamanho médio, semelhante a anterior em relação à coloração. Sua característica diagnóstica é o prolongamento de duas penas na região da cauda como se pode observar na foto. Gaivota-rapineira - Stercorarius longicaudus É a menor espécie do gênero. Sua característica diagnóstica é o prolongamento muito extenso (maior que na espécie anterior) de duas penas na região da cauda como se pode observar na foto. Andorinha-do-mar-preta - Anous stolidus Ave de ilhas oceânicas, e ao contrário dos Trinta-réis não tem cauda bifurcada. Plumagem cor de fuligem escura, alto da cabeça cinzento e testa branca. Ocorre nos Abrolhos, F. de Noronha, Atol das Rocas e no Arquipélago de S. Pedro e S. Paulo.Trinta-réis-preto - Anous minutus Menor que a andorinha-do-mar-preta, com o topo da cabeça todo esbranquiçado. Ocorre em Fernando de Noronha. Arquipélago de São Pedro e São Paulo e Ilha da Trindade. Tem sido registrada pousando no convés das embarcações de pesca na costa nordeste do Brasil. Trinta-réis - Sterna spp Esse gênero é caracterizado por espécies que tem cauda bifurcada, asas mais estreitas e bico mais reto, pontiagudo, sendo dirigido para baixo durante o vôo. A plumagem apresenta duas fases distintas, uma sexual caracterizada pela cor negra da fronte (que é de duração curta) e outra invernal ou de repouso sexual, adquirida por uma muda pré-nupcial. Não é necessário identificar a espécie, apenas o gênero.Gaivotão - Catharacta sppQuatro espécies de gaivotões ocorrem em águas brasileiras. C. maccomocki (A) possui padrões de coloração claros, escuros e intermediários em tons marrons, cinza e preto. C. chilensis (B) tem tons mais uniformes de cinza e preto da região dorsal e região ventral de cor marrom. C. antártica (C) tem coloração mais uniforme tanto dorsal como ventral em tons de marrons. A C. skua (D) possui coloração marrom, com tons mais escuros nas bordas posteriores das asas, em vista dorsal, contrastando com a coloração branca das penas na ponta das asas. Este é migrante do H. Norte.



A idéia de um Plano Internacional de Ação para Reduzir a Captura Incidental de Aves Marinhas na Pesca com Espinhel foi lançada pelos membros do Comitê de Pesca da FAO em 1997 visando estabelecer um acordo internacional que atendesse às questões levantadas pelo Código de Conduta para a Pesca Responsável. O instrumento eleito como o mais adequado para o desenvolvimento deste Plano foi a adesão voluntária por parte dos países membros. O texto foi elaborado durante dois encontros intergovernamentais realizados em 1998, sendo finalmente adotado durante a 23a Sessão do Comitê de Pesca da FAO em fevereiro de 1999 e endossado pelo Conselho da FAO em junho do mesmo ano.Ao aceitar o Plano Internacional, o Brasil adotou de forma voluntária a responsabilidade de desenvolver seu próprio Plano Nacional de Ação. Apoiados pela FAO, o Projeto Albatroz e a BirdLife International - Programa do Brasil elaboraram um diagnóstico sobre a questão da conservação das espécies de albatrozes e petréis em território nacional e sua relação com a pesca. Impulsionado por esses movimentos o poder público, tornou-se cada vez mais participativo e interessado em enfrentar a questão. O Ibama, que vem se envolvendo diretamente na questão há anos, consolidou sua posição de entidade responsável pela questão realizando o workshop para a discussão deste Plano Nacional de Ação para a Conservação de Albatrozes e Petréis (PLANACAP) que teve como objetivo elaborar a versão final do texto do PLANACAP. Durante o encontro as discussões estiveram concentradas nos temas de manejo e pesquisa de espécies residentes, com atividades de preservação dos sítios reprodutivos em ilhas oceânicas brasileiras e visitantes, com enfoque maior para a interação entre as aves e a atividade pesqueira.As Ilhas de Trindade e Martim Vaz (Vitória - ES), Itatiaia (Vila Velha - ES) e o Arquipélago de Fernando de Noronha (PE) foram focos centrais da discussão, uma vez que constituem local de reprodução das duas únicas espécies de petréis que se reproduzem em território nacional, a Pardela-de-asa-larga Puffinus lherminieri e a Pardela-de-Trindade Pterodroma arminjoniana, esta última endêmica das ilhas de Trindade e Martim Vaz. No entanto, a captura acidental dos albatrozes e petréis nas pescas oceânicas, especialmente aquela realizada com espinhel pelágico, foi a questão central que impulsionou a elaboração do Plano. A participação dos diversos setores na discussão foi extremamente produtiva, que esteve centrada em quatro linhas de ação: (1) o desenvolvimento de atividades educativas voltadas principalmente aos pescadores embarcados, (2) a normatização da obrigatoriedade de uso de medidas de mitigação para evitar a captura incidental das aves por embarcações baseadas em território nacional, (3) o estabelecimento de medidas de incentivo à adoção de tais medidas como a certificação ambiental do pescado e (4) o monitoramento desta adoção através de um sólido programa de observadores de bordo.O PLANACAP foi oficialmente lançado pelo Ibama no dia 5 de junho de 2006, Dia do Meio Ambiente, em Brasília. Com isso o Brasil honrou o compromisso assumido perante as demais nações pesqueiras e a FAO de levar adiante com seriedade e determinação a tarefa de buscar a conservação dos albatrozes e petréis garantindo a continuidade da existência dessas espécies no Brasil e no mundo.